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OUROBOROS E A NATUREZA CÍCLICA DA VIDA

A vida é cíclica: começo, meio e fim. Essência de sua natureza! Infinita – por definição, conceito ou fé – e geometricamente representada pelo número oito, deitado ou em pé. Tanto faz. Sua inclinação para a direita, esquerda ou centro – igual à vida de idas e vindas – é cenário mágico do que somos: passado, presente e futuro. Cíclica e imprecisa – a vida – “acontece” nos limites e no espaço dimensional do universo: o da existência! Nada fora do universo respira, pensa, nega, aceita, sobrevive e ama. Na posse do Presidente do Estados Unidos da América Joe Biden para o mandato de 20/01/2021 a 20/01/2025, a jovem poeta negra norte-americana Amanda Gorman leu seu poema “A colina que subimos” e disse: “O que eu realmente desejo com o poema é ser capaz de usar minhas palavras de uma forma em que nosso país ainda possa se unir e se curar...” Estamos doentes! A vida é cíclica – por sigma ou sinal – de natureza divina e espiritual. Espelho que nos olha: mastro, velas e ventos. Essência que resfolega conceitos, sabedorias e fé. E mais: esperança! A colina que subimos – do oito em movimento – não representa inércia, castigo, vazio da besta ou destino da sorte. Significa herança, linhagem e equilíbrio. É a serpente Ouroboros da mitologia grega, devorando a sua própria cauda. Difícil definir começo e fim. Ouroboros representa a eternidade, o ciclo infinito de renovação, a autodestruição e recriação e a união do começo com o fim. Ouroboros “se-devora-se”, poderosa, arrogante, insaciável e cruel. Até quando? Não sabemos. Estamos – ainda – subindo a colina das incertezas e da natureza humana.

João Scortecci